quinta-feira, 30 de abril de 2009

alô você! 4

alô você do carro guinchado, do ônibus lotado e do pau de fora! você vai ter uma olímpiada numa cidade que teve um panamericano privatizado.

sorria que nem eduardo faes!

domingo, 26 de abril de 2009

alô você! 3

alô você do carro guinchado e do ônibus lotado! foi dar uma mijadinha despretensiosa e acabou preso.

continue assim. vote 15 para prefeito.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

tá. mas pera aí.

podem ser dadas várias explicações: é a moda jovem, estamos num tempo diferente, há um choque de gerações, é uma nova tendência, é algo passageiro, é como a pessoa se sente bem e etc.

tá. mas pera aí.

pode ser que eu esteja errado, mas há algo de muito errado com a nossa espécie quando um moleque tem o mesmo corte de cabelo e se veste igual à minha irmã.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

alô você! 2

alô você do carro guinchado! o seu ônibus não parou na pres. vargas com rio branco porque o motorista tinha medo de levar multa.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

alô você!

alô você! eleitor do eduardo paes. seu carro foi guinchado.

sábado, 11 de abril de 2009

que será será.

novamente não fui ao estádio. novamente não vi a semi-final. novamente preferi ficar com minhas temporadas de house. novamente o botafogo ganhou. e convenceu. que será será.
novamente numa final de campeonato. quarta vez consecutiva.

pode ser que eu esteja errado, mas obrigado carlito.

domingo, 29 de março de 2009

nelson rodrigues pega a barca I

greve de ônibus dos motoristas de niterói. 40 minutos esperando e lá vem o ônibus. se entrando pela frente, o dinheiro é dos não-uniformizados e mal remunerados funcionários naquele dia.
anda-se um pouco, pára-se em frente ao hospital da uerj, pela frente sobe uma loira obesa com seu violão, ou violoncelo, na capa. não dava para saber, o contraste visual não deixava. pelo tamanho da mulher parecia um violão, pelo tamanho de uma pessoa normal um violoncelo.
a mulher era realmente obesa. não gordinha ou gorda, obesa. quase mórbida. grande. na verdade gigantesca. mal andava direito. obesa bem mórbida.
entra reclamando do atraso do ônibus. chega à parte de trás do veículo e dana a reclamar com o cobrador.
- greve de ônibus né? isso só atrapalha a vida.
- é o que a gente faz pra conseguir as coisas. o patrão não quer ouvir a gente na boa minha senhora, fazemos greve.
- mas isso atrapalha o passageiro, vocês nunca pararam pra pensar nisso não?
- minha senhora, nos atrapalha também.
- mas quem paga isso aqui é o passageiro, ele que deveria ser levado em consideração primeiro.
- eu sei, mas quem trabalha aqui é a gente, e não se faz esse serviço de graça.
- eu também não ando de graça nessa porra. vocês tão de sacanagem, essa greve é uma merda, só me atrapalha.
- minha senhora, eu não tenho culpa que não sou bem remunerado.
- não tem culpa é o caralho, vocês trabalham mal.
- ô minha senhora eu estou conversando normalmente com você, não precisa me xingar.
- normalmente é o cacete, vai à merda, essa greve só me atrapalha, assim como toda greve.

o cobrador parou por alguns segundos. e remendou.

- é eu estou vendo.
- vendo o quê?
- que estão fazendo mais greves com você. greve de sexo. não querem te comer.
- como é que é?
- é isso mesmo. a senhora, uma monstra desse tamanho não é comida faz tempo, se é que já foi comida.
- o que você tá falando?
- é isso mesmo sua elefanta, você vive de enfiar esse violão ai no rabo, porque não te comem e depois você vem descontar em quem não tem nada a ver com isso. e que também não quer te comer!
- eu vou processar você!
- vai processar e aí? niguém vai te comer por isso, seu saco de merda! elefanta! monstra! pára de entochar comida pra dentro da tua goela! sua monstra!

no momento todo o ônibus escuta a discussão e a cada "monstra" que é mencionada, a mulher abaixa a voz. até que começa a chorar, copiosamente durante todos os 14 km da ponte. a maioria dos parcos passageiros ficou em dúvida, se aplaudia o cobrador ou consolava a mulher, que falou o que queria e escutou o que não queria.